Fluorescentes

A
origem do tubo fluorescente
remonta ao ano 1938,
quando se expôs várias
classes de fósforos sob
raios ultravioleta e
se conseguiu produzir
radiação de comprimentos
de onda visíveis.
A
fonte desta Radiação
UV era um tubo de vidro
com eletrodos em cada
um dos extremos selados.
Uma quantidade pequena
de mercúrio é colocada
dentro do tubo junto
com gases inertes. Estando
o tubo de vidro em estado
de baixa pressão no vácuo,
o mercúrio evapora e
age como condutor entre
ambos cátodos, criando
um arco de vapor de mercúrio
que resulta na liberação
de Radiação UV de 253.7
nanometros.
Quando
um tubo fluorescente é fabricado
sem nenhum revestimento
de fósforo, isto produz
uma pequena quantidade
de luz violeta que leva
a considerá-lo uma lâmpada
ultravioleta de propósito
germicida e de esterilização.
Ficar exposto a esta
tipo de luz representa
um dano ao ser humano.
Outro variante deste
processo é a lâmpada
para bronzeamento, que é recoberta
com fósforo que permite
a passagem de uma alta
porcentagem de radiação
UV produzida. Estas lâmpadas
são prejudiciais se uma
pessoa permanece mais
tempo que o permitido
sob esta luz.
É importante notar que
ao se acender um tubo
fluorescente padrão de
40 Watts, 60% da energia é convertida
em radiação UV, ou seja,
o equivalente a 24 Watts.
Não obstante, só 21%
desta energia ou o equivalente
a 8.5 Watts é transformado
em luz. Os 39% restantes
da energia UV e uns 38%
do restante da energia
total utilizada pela
lâmpada (num total de
77% da energia total) é transformado
em calor e energia irradiada
e infravermelha. Somente
um total de 23% do total
da potência da lâmpada é realmente
transformado em espectro
visível de luz.
Técnica
de Revestimento de Fósforo
Muitas
das características
mais notáveis de um
lâmpada fluorescente,
como a cor da luz produzida,
a energia UV irradiada
e a percepção da brilho
dependem da composição
química dos fósforos
e métodos utilizados
para recobrir o vidro
da lâmpada. Alguns
fósforos por exemplo
produzem um brilho
em tons amarelo-esverdeados,
outros azul-esverdeados
e outros alaranjados
e vermelhos. A combinação
destas diferentes classes
de fósforos produz
várias tonalidades
de luz "branca".
O
custo destes materiais
varia desde US $30.00
a libra do halofósforo
e US $40.00 a libra
do trifósforo utilizados
em lâmpadas comuns,
até US $600.00 a libra
de certos fósforos
raros normalmente utilizado
para recobrir as telas
de televisores de alta
definição de cor. Na
maioria das lâmpadas
atuais são utilizados
os fósforos baratos
para produzir uma lâmpada
de uso geral. Normalmente
estas lâmpadas destacam
mais o amarelo e o
verde e menos o azul
e o vermelho do espectro
de cor visível.
Outra
forma de melhorar a
eficiência da qualidade
de um lâmpada fluorescente é através
de múltiplo revestimento.
Pata manter o custo
de produção baixo a
maioria das lâmpadas
tem uma só camada de
revestimento. Através
de várias camadas de
revestimento consegue-se
melhorar a definição
da cor, protege-se
certos fósforos da
deterioração prematura,
e reduz-se a emissão
de radiação UV.
Medindo
a Verdadeira Cor
Muitos
dos métodos que atualmente
são utilizados para
medir a qualidade da
fonte de iluminação
de acordo com a cor
transmitida estão obsoletos,
enganam e estão em
total discordância
com a tecnologia de
hoje em dia. Apesar
de os peritos na tecnologia
de iluminação estarem
em acordo com isto,
os provedores de iluminação
continuam definindo
a qualidade de uma
fonte de iluminação
por seu "Índice de
Rendimento de Cor" (CRI
- do inglês Color Rendering
Index) e por sua " Temperatura
Kelvin de cor correlativa" (CCT).
Peritos
científicos em iluminação
estão utilizando como
critério outros métodos
tais como o "Índice
de Preferência de Cor" (CPI), "Índice
de Definição de Cor" (CDI), "Saturação
de Cor" e outros parâmetros
como quantidade de
radiação UV e infravermelha.
Estes métodos que já estão
sendo usados para definir
a qualidade de luz,
utilizam computadores
e sofisticados programas
que medem (qualificam)
a luz baseando-se na
forma com que o olho
humano percebe a cor.
Desde
que já foram registrados
em numerosas publicações,
nós mencionaremos aqui
só alguns problemas
relacionados ao CRI
e ao CCT. O CCT Kelvin
foi projetado para
comparar a cromaticidade
de bulbos incandescentes.
Ainda que seja válido
para tal uso, é inadequado
entretanto comparar
tubos fluorescentes
de diferentes "Capacidades
de Distribuição Espectral" (SPD
- Spectral Power Distribution).
Por exemplo, é possível
que dois tubos fluorescentes
diferentes, um cor
verde e o outro cor-de-rosa
tenham o mesmo CCT.
Por
definição, um bulbo
incandescente tem um
CRI de quase 100. Isto,
entretanto, não significa
que o bulbo tem um
desempenho ideal de
cor. Pode ser notado
facilmente que um bulbo
incandescente distorce
todas as cores com
um tom excessivo de
amarelo e muito pouco
conteúdo de azul. A
luz durante o dia ao
ar livre também é definida
com um CRI de 100.
Entretanto, todos sabemos
que o céu no norte
do planeta distorce
as cores devido a seu
alto conteúdo de azul
e baixo de vermelho.
Além do mais, nenhuma
luz diurna é sempre
a mesma, sua coloração
muda dependendo da
região, da estação
do ano e até a hora
do dia. Ainda assim, "por
definição" elas são
luz diurna natural
com um CRI de 100.
O
CRI foi projetado para
comparar fontes de
luz de capacidade de
distribuição espectral
(SPD) similares. Estes
fatores devem ser levados
em conta quando o desempenho
de algumas lâmpadas é comparado
com a de outras, do
contrário o resultado
poderá ser incoerente
tal como lâmpadas com
um baixo CRI mostrando
muito bom rendimento
de cor enquanto outras
lâmpadas com CRI mais
alto apresentando baixo
rendimento de cor.
A
Percepção do Brilho
A
iluminação e a definição
de cor de um lâmpada
com SPD mais equilibrado
serão muito melhores
que as de uma lâmpada
com um SPD mais alto
em tons amarelo-esverdeados,
apesar desta apresentar
maior brilho. Em conclusão,
todos os peritos concordam
que a resposta do olho
humano ao brilho, visibilidade
e definição de cor é mais
eficiente e seguro
que qualquer sistema
artificial já usado.
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